Lição 07 - O Cordeiro de Deus

"No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" - João 1.29

Texto Bíblico Básico: Apocalipse 5.8-10; 7.9-14

A MORTE DO CORDEIRO


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Quando Jesus é chamado de Cordeiro de Deus em João 1:29 e João 1:36, é uma referência ao fato de que Ele é o sacrifício perfeito e definitivo pelo pecado. Para podermos compreender quem Cristo era e o que Ele fez, precisamos começar no Velho Testamento, onde encontramos as profecias sobre a vinda de Cristo como “expiação do pecado” (Isaías 53:10). Na verdade, o sistema de sacrifícios estabelecido por Deus no Velho Testamento preparou o terreno para a vinda de Jesus Cristo – o perfeito sacrifício que Deus providenciou como expiação pelos pecados de Seu povo (Romanos 8:3; Hebreus 10).

O sacrifício de cordeiros fez um papel muito importante na vida religiosa dos judeus e no seu sistema de sacrifícios. Quando João Batista se referiu a Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (João 1:29), os judeus que o escutaram provavelmente pensaram imediatamente em um dos vários sacrifícios importantes. Com a época da páscoa judaica se aproximando, o primeiro pensamento pode ter sido o sacrifício do cordeiro da páscoa. A festa da páscoa era uma das mais importantes festas judaicas e uma celebração em memória de quando Deus livrou os israelitas da escravidão no Egito. Na verdade, o sacrifício do cordeiro da páscoa e o processo de marcar com sangue as ombreiras e as vergas da porta das casas para o anjo da morte passar pelas pessoas que estavam “cobertas pelo sangue” (Êxodo 12:11-13) é um lindo retrato do trabalho expiatório de Cristo na cruz. 

Um outro sacrifício importante que envolvia cordeiros era o sacrifício diário no Templo de Jerusalém. Toda manhã e noite, um cordeiro era sacrificado no Templo pelos pecados do povo (Êxodo 29:38-42). Esses sacrifícios diários, como todos os outros, tinham como propósito apenas direcionar as pessoas para o sacrifício perfeito de Cristo na cruz. Na verdade, a hora da morte de Jesus na cruz corresponde à hora do sacrifício noturno que estaria sendo realizado no Templo. Os judeus daquele tempo também teriam conhecimento dos profetas do Velho Testamento como Jeremias e Isaías, cujas profecias previram a vinda daquele que seria como “cordeiro levado ao matadouro” (Jeremias 11:19; Isaías 53:7) e cujo sofrimento e sacrifício providenciariam a redenção para Israel. Naturalmente, a pessoa que foi profetizada pelos profetas do Velho Testamento era Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus”.

Embora a ideia de um sistema de sacrifícios possa nos parecer estranha nos dias de hoje, o conceito de pagamento ou restituição ainda é um que podemos facilmente entender. Sabemos que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23) e que nossos pecados nos separam de Deus. Também sabemos que a Bíblia ensina que somos todos pecadores e que nenhum de nós é justo diante de Deus (Romanos 3:23). Por causa de nosso pecado, somos separados de Deus e permanecemos culpados diante dEle; portanto, só podemos ter esperança se Deus providenciar um caminho para a nossa reconciliação e foi isso o que Ele fez ao mandar o Seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz. Cristo morreu para fazer expiação pelo pecado e para pagar pela penalidade dos pecados daqueles que têm colocado sua fé nEle.

É através de Sua morte na cruz como o sacrifício perfeito de Deus pelo pecado e pela Sua ressurreição três dias depois que agora podemos ter vida eterna se acreditarmos nEle. O fato de que Deus mesmo tem providenciado o sacrifício que expia (paga) pelo nosso pecado é parte da gloriosa boa notícia do Evangelho que é tão claramente descrita em 1 Pedro 1:18-21: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus.”

A IGREJA DO CORDEIRO

As Santas Escrituras usam algumas figuras para descrever a Igreja do Senhor Jesus: lavoura, edifício, corpo, rebanho, casa, noiva. Esta Igreja é muito mais do que uma organização. Ela é um organismo divino, vivo, dinâmico.
Desde que o Senhor Jesus passou por esta terra estamos vivendo os “últimos dias” e a mensagem continua sendo a mesma: “em breve o Noivo voltará para buscar sua noiva”. Uma questão que deve estar bem resolvida em nossos corações: como a NOIVA deve esperar o NOIVO?
O livro do Apocalipse sugere: “Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou. Foi-lhe dado para vestir-se linho fino, brilhante e puro. O linho fino são os atos justos dos santos” (Ap. 19:7,8).
NOIVA deve esperar o NOIVO, adornada, bela, santa, pura. O texto do Apocalipse é claro ao afirmar que a noiva adornada é motivo de grande alegria nos céus. O texto que lemos em Apocalipse nos mostra que há alegria no céu quando a NOIVA do Cordeiro está sendo adornada para as bodas. Sob a ótica celeste, os adornos não são os mármores caríssimos, nem as edificações suntuosas, nem as denominações influentes, mas as ações dos santos.
NOIVA é adornada com a fidelidade dos crentes. A NOIVA do Cordeiro é adornada para as bodas, quando crentes em Cristo decidem se envolver e se comprometer de maneira integral com o Reino de Deus (e isso passa por um comprometimento com a Igreja local – que existe para reunir os crentes salvos por toda a parte). A NOIVA é adornada quando os crentes são fiéis aos votos que fizeram a Deus. Tais votos implicam em empreender uma luta incansável e interminável contra o império da escuridão e contra sua própria vontade caída.
NOIVA é adornada com a santidade dos crentes. O linho finíssimo do qual é feito o vestido da NOIVA é composto pela seguinte matéria-prima: a santidade do crente. Adornamos a NOIVA do Cordeiro com nossos atos de justiça, retidão e santidade. Isso é mais do que ser um crente passivo, antes exige de nós atitude, ousadia e intrepidez.
As palavras seguintes são do amigo e irmão Ronaldo Lidório: “Talvez vivamos hoje dias melancólicos ao visualizar a Igreja quando manchas e mazelas tendem a levar nossa esperança para o cativeiro da desilusão crônica. A casa está mal arrumada, o vestido da NOIVA não nos parece branco, há graves rumores de que ela não ficará pronta. É, porém, em momentos assim, que Deus intervém. Lava as vestes do Seu povo, levanta o caído, renova o profeta, purifica a Igreja e nos dá sonhos de alegria. Chegará o dia, e não tarda, que seremos tomados por Jesus. Neste dia há de se dizer: ‘Eis o Noivo’, é o Senhor que conduz a Igreja. Jamais a deixou só. Como é fiel!”.
O processo de adorno da NOIVA envolve ainda: evangelismo e testemunho, frutos de um compromisso missionário; defesa da fé evangélica (ou seja, do jeito que as Escrituras dizem que deve ser a fé); comunhão sincera e perseverante com os irmãos que estão na mesma estrada da fé evangélica; firmeza doutrinária; perseverança diante das perseguições; alegria contagiante; expectativa confiante… e trabalho, muito trabalho visando uma colheita abundante.
No livro do Apocalipse encontramos o NOIVO dizendo: “Eis que venho em breve!” (22: 7,12), e o Espírito e a NOIVA dizendo: “Vem!”.
Você pode unir sua voz à voz do Espírito e da NOIVA e dizer: “Vem, NOIVO! Vem Senhor Jesus!”
A GLÓRIA DO CORDEIRO
O nome de Jesus. Quando pronunciamos este nome todos os poderes do universo se colocam em alerta, pois nele há todo poder. É o nome mais lindo, é o nome mais poderoso, mais elevado, mais santo. Ao pronunciarmos o nome de Jesus nossos corações batem mais forte, nossa altivez é desfeita, nossas cinzas são lançadas fora e nossos lábios se enchem de riso.
A Páscoa era um evento celebrado pelos Hebreus desde Êxodo capítulo 12 quando, com mão forte, Deus tirou seu povo da escravidão do Egito (400 anos). Quando a décima praga chegou, a morte dos primeiros filhos, foi instituído o cerimonial da Páscoa, a morte de um cordeiro, o sangue aspergido nas casas, comer a carne, os pães sem fermento e as ervas amargas vestidos para a viagem e, enfim, a libertação do povo de Deus. Este cerimonial deveria ser reproduzido ano após ano para lembrar do grande feito de Deus. A Páscoa não foi instituída por Jesus, mas em Jesus ela ganhou um novo significado.
O cordeiro será sem defeito (Êxodo 12.5). Essa era a condição estabelecida para que o sacrifício fosse aceitável perante Deus. Assim era necessário que o sacrifício definitivo para a redenção da humanidade fosse através de um cordeiro também sem defeito, por isso Jesus é o cordeiro santo de Deus. João Batista ao avistá-lo em João 1.29:... e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!  
Jesus, o Cordeiro de Deus, nasceu em santidade. Por isso o anjo declarou a Maria: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus (Lucas 1.35). Como Cordeiro Santo Jesus quebra a herança de maldição deixada pelo primeiro Adão.
Jesus viveu em santidadeO apóstolo João afirmou: Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado (1 João 3.5). Alguém que não conheceu em seu coração o dolo, a malícia, a raiva, a mentira, nenhuma maldade. Para os nossos dias Jesus foi encontrado com a “ficha limpa”, nada de que o acusar. Como Cordeiro Santo Jesus vem morar em nós e nos fazer santos também.
Jesus morreu em santidade. Duas declarações: a do ladrão da cruz que reconhece seus erros, mas sobre Jesus diz: ... mas este nenhum mal fez (Lucas 23.41) e do centurião que vendo... o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente, este homem era justo (Lucas 23.47). Mesmo diante de sua morte, era Santo. Como Cordeiro Santo esvaziou-se de sua santidade e assumiu o nosso pecado, pois do contrário não morreria.
Filipenses 2.5-11: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”.
Do começo ao fim, sem pecado. De eternidade a eternidade, Santo. Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela (Atos 2.24).
A cruz está vazia, o túmulo está vazio, o trono não!

FONTES DE PESQUISA

https://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-Cordeiro-Deus.html

https://www.oitavaigreja.org.br/como-a-igreja-deve-esperar-a-volta-de-cristo/
http://www.ipilon.org.br/conteudo-e-midia/mensagem/jesus-o-cordeiro-santo-de-deus

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