Lição 06 - Bem Aventurado os Que Tem Fome e Sede de Justiça


"Bem Aventurado os que tem fome e sede de justiça, porque eles serão fartos" - Mateus 5.6

Texto Bíblico Básico: Filipenses 3.3-11


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BEM-AVENTURADOS - Uma Profunda Experiência Cristã. 

Um exame das primeiras quatro bem-aventuranças comprova esse ponto. O ponto de partida da vida cristã é sentir nossa necessidade de Jesus. Sem a consciência dessa necessidade, não há desejo de mudança. Dessa forma, o primeiro passo no caminho de uma pessoa cristã é ser humilde de espírito, para perceber a extrema desesperança das pessoas e de si mesma. O segundo passo é entristecer-se por causa de nossa inutilidade e desesperança. Nesse ponto, começamos a reconhecer nosso estado la­mentável, mas ainda não estamos certos quanto à solução. Essa percepção nos conduz a uma visão humilde de nossa condi­ção, a qual a Bíblia se refere como mansidão. Ficamos espantados com a profundidade de nosso problema. A quarta bem-aventurança representa o maior avanço em nossa progressão da experiência. Ao passo que as primeiras duas bem-aven­turanças exemplificaram o reconhecimento de nossa fraqueza humana e pecado, e a terceira expressou nossa humildade à luz dessa fraqueza, a quarta é o direcionamento ao aspecto positivo do cristianismo. É a fo­me e sede de justiça e semelhança de Deus. A quarta bem-aventurança desvia o foco do problema pa­ra a solução. Na lista das bem-aventuranças, a quarta cria uma ponte que liga as três primeiras às quatro últimas. As duas primeiras bem-aventuranças representam as necessidades humanas que conduzem à salvação, as quatro últimas re­sultam de um relacionamento salvador com Jesus e têm uma natureza mais ativa do que as três primeiras. Ser misericordioso, puro de coração, e assim por diante, são os frutos de ter encontrado justiça em Jesus. Precisamos nos lembrar de que a vida cristã é equilibrada e aceita integralmente a mensagem do evangelho com todas as suas partes. Je­sus ensinou essa lição aos Seus seguidores no primeiro segmento de Seu grande sermão.

FOME E SEDE - Os que dão lugar a Jesus no coração, compreender-lhe-ão o amor. Todos quantos anseiam ter semelhança de caráter com Deus, serão satisfeitos. O Espírito Santo nunca deixa sem assistência a alma que está olhando a Cristo, se o olhar se mantiver fixo em Jesus, a obra do Espírito não cessa, até que a alma esteja conforme Sua imagem. O puro elemento do amor dará expansão alma, comunicando-lhe capacidade para altas consecuções, para maior conhecimento das coisas celestes, de maneira que ela não fique aquém da plenitudeEsta figura era especialmente atraente num país onde a média anual de chuva não passa de 65 cm 26 polegadasO que ocorre na Palestina costuma passar também em grandes regiões do Oriente Próximo. Por limitar com extensas zonas desérticas, uma boa parte das terras habitadas são semi-áridas. Sem dúvida, muitos dos que escutavam a Jesus sabiam o que era experimentar sede. Tal como o ilustra o caso de Agar e de Ismael, um viajante que se extraviava ou passava por alto uma das poucas fontes que tinha ao lado de sua rota, facilmente podia encontrar-se em sérias dificuldades. Mas aqui Jesus falava da fome e da sede da alma Salmo 42: 1 e 2. Só os que almejam justiça com a premente ansiedade do que está para morrer por falta de alimento ou de água, a encontrarão. Nenhum recurso terreno pode satisfazer a fome e a sede da alma. Não são suficientes nem riquezas materiais, nem profundas filosofias, nem a satisfação dos apetites físicos, nem a honra, nem o poder. Depois de provar todas essas coisas, Salomão chegou à conclusão de que tudo é vaidade Eclesiastes 1: 2, 14; 3: 19; 11: 8; 12: 8; 2: 1, 15, 19; etc. Nada produz mais a satisfação e a felicidade que o coração humano almeja. A conclusão do sábio foi reconhecer o Criador e cooperar com ele proporcionam a única satisfação duradoura Eclesiastes 12: 1 e 13.Uns seis ou oito meses depois do Sermão do Monte Jesus pronunciou outro grande discurso, desta vez a respeito do Pão de Vida João 6: 26 a 59, no qual apresentou mais plenamente o princípio que aqui se expõe em forma sucinta. Jesus mesmo é o pão do qual os homens devem ter fome, e participando desse pão podem manter a vida espiritual e satisfazer a fome de sua alma João 6: 35, 48 e 58. Convida-se bondosamente aos que têm fome e sede que venham ao Provedor celestial e recebam alimento e bebida sem dinheiro e sem preço.  O fato de que o coração almeje justiça demonstra que Cristo já começou ali sua obra. Os que têm fome e sede de justiça são os que, por ansiarem ver o triunfo final de Deus sobre o mal e o seu reino plenamente estabelecido, anseiam também por fazer eles próprios os que são justos e retos. Todos estes tem a crescente satisfação de saber que estão avançando e não bloqueando os propósitos de DeusAs palavras não possuem uma existência isolada, existem sob o fundo da experiência e do pensamento; o significado de qualquer palavra está condicionada ao fundo da pessoa que a pronuncia. Isto é particularmente certo nesta bem-aventurança. Faria aos que a ouviram pela primeira vez uma impressão totalmente diferente do que nós ouvimos hoje. De fato são poucos de nós hoje nas condições modernas de vida que sabemos realmente o que é ter fome e sede. No mundo antigo era bem diferente. O salário diário de um trabalhador era muito pouco. Na Palestina um trabalhador comia carne no máximo uma vez por semana; e um trabalhador ou jornaleiro nunca estavam muito longe da verdadeira fome e da morte por inanição. Isto era mais intenso no caso da sede. A maioria da população não tinha acesso a abrir uma torneira e beber água clara e fresca em sua casa. Quando em viagem, muitas vezes era surpreendido pelo vento e tempestades de areia. Não podia fazer nada mais do que tapar a cabeça com uma blusa e tapar a cabeça e ajoelhar-se contra o vento, e esperar os redemoinhos de areia amenizarem pois se penetrassem no nariz ia até a garganta a ponto de sufocar provocando uma sede incontrolável. Em nossa condição de vida moderna no Ocidente não há nada parecido com isto. A fome que descreve esta bem-aventurança não é nada agradável, a sede não podia ser saciada com um copo de bebida fresca. Era uma fome a ponto de morrer por inanição, uma sede de quem estava prestes a falecer se não beberA fome e a sede deveriam ser experiências comuns para aqueles com quem Jesus falava. Lembremos-nos de que certa vez a multidão ficou com Ele alguns dias, quando foi preciso satisfazer-lhes a fome por meio de um notável milagre. Provavelmente muitos deles não tinham nem o que comer. Jesus usa esses instintos como ilustração, mostrando que devemos sentir essa necessidade espiritual. Jesus também padeceu fome, Mateus 4: 2 e podia ilustrá-la com sua experiência pessoal. O desejo é tão intenso que se transforma em dor. Jesus mostra que precisamos de tal desejo em relação às coisas espirituais, relativas à justiça. O desejo físico pelo alimento impele o indivíduo a buscar comida, quase sem considerar o preço da mesma ou as dificuldades de sua obtenção. Precisamos de atitude similar quanto à justiça de Deus. Qualquer um concorda em que o mais forte e insistente dos instintos naturais, como também o mais necessário é a alimentação. O alimento sustenta a vida física. A alma também tem fome e sede.
JUSTIÇA DIVINA
Ao dizer que são bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois estes serão fartos, Mateus 5:6, Jesus está trazendo esperança para aqueles que anseiam em fazer o que é correto e se esforçam por agir de forma correta. Quando estamos dispostos a seguir uma vida justa, logo iremos perceber que não é tão fácil assim. Primeiro, porque temos dificuldade em ser justos o tempo todo, agir como queremos. O próprio apóstolo Paulo nos disse que o bem que ele queria fazer não faz, mas “o mal que não quero este eu faço”. Todo ser humano é pecador e temos a tendência de fazer milhares de coisas erradas, cada um tem sua luta específica. Por exemplo, alguns tem dificuldades em não falar palavrão, ou xingar, para outros é difícil ficar sem consumir bebidas alcoólicas, enfim, temos que travar diariamente uma luta espiritual para não pecar, para tentarmos seguir uma vida justa. 
Se você está direcionando este estudo para um grupo, fale um pouco sobre situações que passamos que tentamos ser justos, mas não conseguimos, dê exemplos pessoais e deixe o grupo dar exemplos também. 
Por outro lado, também temos dificuldades em viver em um mundo tão injusto. Basta olhar ao nosso redor ou ligar a televisão em um noticiário por dez minutos para vermos uma enxurrada de informações desagradáveis, que nos levam a crer que o mundo está cada vez mais injusto. O cristão sabe que este mundo não é nosso lugar, estamos de passagem para um dia vivermos eternamente ao lado do Pai em um mundo de justiça eterna, mas enquanto este dia não chega temos que viver aqui e suportar as aflições do mundo, as injustiças. Precisamos compreender isso para nos tornarmos um bem aventurado. 
É difícil ser justo  
Sabemos que a vida não é um mar de rosas e nunca será. Não adianta nos enganarmos achando que depois que decidimos ser cristãos que nunca mais passaremos dificuldades, pois Jesus nos ensinou que “neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, pois eu venci o mundo”, João 16:33. Enquanto estivermos respirando, teremos que batalhar para não pecar, para não errar, faz parte da vida do cristão. As circunstâncias sempre nos levam para o erro. É uma ligação que temos que falar que o fulano não está, quando, na verdade, ele está; a televisão lotada de imagens sensuais, pensamentos de inveja ou vingança. Enfim, como diz Romanos 3:10, “não há um justo, nem um sequer”. Isso nos leva a pensar, “se não há um justo sequer como Jesus diz bem aventurados os que tem sede de justiça”? Neste contexto da nossa busca pela justiça no sentido de buscarmos uma vida santa, Jesus está nos consolando que devemos ter sede e fome de justiça, de praticar justiça, não significa que iremos conseguir sempre. 
Quando Jesus completa “pois serão fartos” podemos entender que Deus irá saciar nossa vontade de seguirmos uma vida justa, nos dando condições de superar as adversidade e as tentações. 
O mundo é injusto  
Pode parecer frase pronta da nossa avó,mas é verdade porque “o mundo jaz no maligno”. E cada dia que se aproxima o retorno do messias, a tendência é piorar. Mas não devemos nos conformar com o mundo, mas devemos ter sede em viver na justiça. quando entendemos que nossa sede e fome por justiça está neste contexto de viver em um mundo injusto, podemos crer que Jesus nos deu esperança ao dizer que seremos fartos, pois quando reinarmos para sempre em sua glória, enfim viveremos em um mundo sem injustiças, sem dores. Por isso, são bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois seremos fartos eternamente. 
Não se engane  
Muitas vezes, viver neste mundo injusto nos é revoltante e ficamos até atordoados com tantas notícias desagradáveis. O que é errado está se tornando cada vez mais comum e manter uma vida cristã é cada vez mais difícil. Os conceitos e moral cristãos não estão sendo mais aceitos, e seguir nossa fé está se tornando mais perigoso, mais desafiador. O bem aventurado deve, no entanto, lutar para manter seus padrões cristãos, o que não significa lutar para impor seu pensamento ou sua maneira, mas sim lutar para seguir esta maneira de viver. 
Quando você quiser saber o que fazer quando estiver sendo perseguido por ser cristão, ou o que fazer quando for zombado por ser cristão, lembre-se que isso é comum desde o tempo que Jesus estava nesta terra. Ele mesmo foi caçoado e sempre será assim. Lembre-se que vivemos em um mundo injusto, mas que a sua sede de justiça te levará para uma vida eterna onde você será saciado e terá uma vida farta de justiça, pois veremos se cumprir a promessa de Cristo quando declarou que são bem aventurados os que tem fome e sede de justiça. 

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